Como contar para uma criança que ela tem Câncer?

Publicado por Carla Paula · Categoria Saúde · 18/05/2019 14:49 · 1 Visualizações

18 de dezembro de 2018

Revista Abrale

Pode parecer difícil, mas é sempre importante falar a verdade

Sabemos que falar sobre câncer é algo complicado para algumas pessoas. E como fica quando a própria criança é diagnosticada com câncer?

Bem, a verdade é sempre o caminho que deve ser percorrido. Não dá para fingir que tudo está como antes…

A criança é vista como um ser ingênuo, frágil, com uma vida toda pela frente e, muitas vezes, os pais se sentem culpados pela doença. Os “porquês” jamais serão respondidos, mas é possível aprender como lidar. Sendo assim aqui vão algumas dicas:

Faça uso de uma linguagem que a criança consiga entender

É importante sempre explicar a doença e o tratamento de maneira que sejam fáceis de ser compreendidos pela criança. Isso não quer dizer que a todo momento o assunto deve ser abordado, mas sempre que ela perguntar ou tiver interesse em saber, é importante falar. Nesses momentos, colocar a criança no colo, ter o contato olho no olho, usar palavras carinhosas e ter pessoas que ela ama ao lado pode ajudar muito!

Esteja sempre disponível para responder as perguntas

Apesar das crianças terem medo de algo mais concreto como, por exemplo, a injeção, elas começam a perceber que a sua rotina está muito diferente e passam a sentir vontade de saber mais o que está acontecendo. Quando as perguntas não são respondidas, é possível que a criança comece a criar diversas fantasias e fique insegura e com medo. Então, sempre busque responder as dúvidas. Caso não saiba a resposta, explique a situação, mas posteriormente, responda.

Não faça promessas que você não consiga cumprir

“É a última picadinha!”, “Não vamos mais voltar aqui”, “Não vai doer” são algumas das “mentirinhas” mais comuns ditas pelos familiares à criança com câncer, pois acreditam que podem amenizar a dor naquele instante. Mas se nada disso for verdade, então não fale. Entenda que, infelizmente, isso pode atrapalhar, porque a criança para de acreditar nas palavras dos adultos, fica desconfiada.

Cuidado com os “mimos”

Por estar em tratamento de uma doença grave, a criança acaba ganhando muitos presentes e privilégios que provavelmente não teria caso estivesse saudável.

É importante buscar aliviar a dor e a rotina massacrante do tratamento, claro, mas é preciso lembrar que a criança “percebe” as regalias e começa a testar as pessoas próximas, pedindo brinquedos e fazendo manhas. O amor, carinho, abraço, colo e limites são os melhores presentes que ela precisa!

Entender que não existe uma receita a ser seguida é importante, pois cada família e criança tem as suas particularidades. Porém, não podemos subestimar a inteligência do paciente infantil. O diálogo aberto e o carinho são as bases para todo o tratamento. Com toda certeza a criança que tem esses alicerces saem muito mais maduras e conseguem retomar a rotina com mais segurança.


obs. conteúdo meramente informativo procure seu médico

abs;

Carla

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